EDITORIAL
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as últimas décadas, temos presenciado a passagem de uma “ética do silêncio”, conforme
definiu a historiadora Hebe Mattos para designar a ausência do signo negro nos documentos oficiais e públicos, mas também no texto visual, para o
que a antropóloga Rita Laura Segato chamou de “eficácia comunicativa”,...
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EDITORIAL N as últimas décadas, temos presenciado a passagem de uma “ética do silêncio”, conforme definiu a historiadora Hebe Mattos para designar a ausência do signo negro nos documentos oficiais e públicos, mas também no texto visual, para o que a antropóloga Rita Laura Segato chamou de “eficácia comunicativa”, ou seja, a colocação deste signo em discurso e nos “ambientes pelos quais transitamos”. Esta “passagem” tem criado condições para o reconhecimento do racismo pelo Estado e da permanência de práticas de exclusão na sociedade brasileira. De outra parte, este reconhecimento abriu novas preocupações e espaços de pesquisa no âmbito das ciências sociais e humanas; tornou obrigatório o ensino de “História da África” em escolas públicas e justificou a adoção de políticas de discriminação positiva, como a das cotas nos concursos públicos, que, dentre outros efeitos, (re)introduziu o debate sobre a questão racial na universidade, nos órgãos decisórios e na mídia em geral
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Par rafaelcairesporto
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Publiée le 22 Mars 2009
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