A Difícil Missão de Óscar Arias
Marcus V.
Freitas1
A Democracia na América Latina corre perigo.
Se por um lado, temos em Honduras um golpe de
estado, em que o Presidente Manuel Zelaya foi deposto, por outro lado, não podemos esquecer-nos
daqueles que descobriram uma forma perversa de utilizarem a vontade popular para...
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A Difícil Missão de Óscar Arias Marcus V. Freitas1 A Democracia na América Latina corre perigo. Se por um lado, temos em Honduras um golpe de estado, em que o Presidente Manuel Zelaya foi deposto, por outro lado, não podemos esquecer-nos daqueles que descobriram uma forma perversa de utilizarem a vontade popular para perpetuar-se no poder, com ditaduras travestidas de democracia. O golpe hondurenho é necessariamente o reflexo desse momento latino-americano. O Presidente Manuel Zelaya, eleito democraticamente, encaminhava um processo de chavinização do país, ao buscar convocar uma Assembléia Constituinte, com o objetivo de reformar a Constituição e, desta forma, permitir-lhe a reeleição – algo expressamente vedado pelo artigo 4º da Lei Magna atualmente vigente naquele país, que afirma que a alternância de poder é obrigatória e a sua infração constitui um “delito de traição” à Pátria. Também o seu artigo 239 estabelece a cassação imediata e inelegibilidade por um período de dez anos
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Domingo, 2 de Agosto de 2009
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Fale Conosco | Currículos | Expediente Domingo, 2 de Agosto de 2009 Índice Geral | Editorias | Colunas | Charges | Edições Anteriores Últimas Esportes Política Polícia Planeta Geral Programa Economia Grande Recife Brasil Cidadania Informática Revista Turismo Sabores Regional Folha dos Concursos Folha dos Empregos Imóveis Planeta SÃO PAULO(AE) - A imagem de um presidente deposto por um golpe militar, bastante comum na América Latina na década de 1970, parece meio fora de moda e de época na primeira década do século 21. Por isso a surpresa despertada pela descrição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, retirado de pijama pelo Exército de sua casa na manhã de 28 de junho. Acusado de desrespeitar a Carta Magna do país por ter marcado, para aquele mesmo dia, um referendo sobre a abertura de uma nova Assembleia Constituinte que poderia abrir a possibilidade de uma reeleição, Zelaya foi levado para a Costa Rica. Um governo interino foi rapidamente instalado, liderado pelo presidente do
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Internacional Natal, 28 de Agosto de 2009 | Atualizado às 18:24
Oposição à Obama apoia golpe
Publicação: 02 de Agosto de 2009 às 00:00
Priscila Arone - Agência Estado
São Paulo - A imagem de um presidente deposto por um golpe militar, bastante comum na América Latina na década de 1970, parece
meio fora de moda e de...
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Internacional Natal, 28 de Agosto de 2009 | Atualizado às 18:24 Oposição à Obama apoia golpe Publicação: 02 de Agosto de 2009 às 00:00 Priscila Arone - Agência Estado São Paulo - A imagem de um presidente deposto por um golpe militar, bastante comum na América Latina na década de 1970, parece meio fora de moda e de época na primeira década do século 21. Por isso a surpresa despertada pela descrição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, retirado de pijama pelo Exército de sua casa na manhã de 28 de junho. Acusado de desrespeitar a Carta Magna do país por ter marcado, para aquele mesmo dia, um referendo sobre a abertura de uma nova Assembleia Constituinte que poderia abrir a possibilidade de uma reeleição, Zelaya foi levado para a Costa Rica. Um governo interino foi rapidamente instalado, liderado pelo presidente do Congresso, Roberto Micheletti, mas a nova administração recebeu repúdio quase unânime dos demais países, que passaram a exigir o retorno do presidente Zel
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A Difícil Missão de Óscar Arias
Marcus V.
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A Democracia na América Latina corre perigo.
Se por um lado, temos em Honduras um golpe de
estado, em que o Presidente Manuel Zelaya foi deposto, por outro lado, não podemos esquecer-nos
daqueles que descobriram uma forma perversa de utilizarem a vontade popular para...
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A Difícil Missão de Óscar Arias Marcus V. Freitas1 A Democracia na América Latina corre perigo. Se por um lado, temos em Honduras um golpe de estado, em que o Presidente Manuel Zelaya foi deposto, por outro lado, não podemos esquecer-nos daqueles que descobriram uma forma perversa de utilizarem a vontade popular para perpetuar-se no poder, com ditaduras travestidas de democracia. O golpe hondurenho é necessariamente o reflexo desse momento latino-americano. O Presidente Manuel Zelaya, eleito democraticamente, encaminhava um processo de chavinização do país, ao buscar convocar uma Assembléia Constituinte, com o objetivo de reformar a Constituição e, desta forma, permitir-lhe a reeleição – algo expressamente vedado pelo artigo 4º da Lei Magna atualmente vigente naquele país, que afirma que a alternância de poder é obrigatória e a sua infração constitui um “delito de traição” à Pátria. Também o seu artigo 239 estabelece a cassação imediata e inelegibilidade por um período de dez anos
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O Brasil em 2050
Marcus V.
Freitas
Recentemente, numa conversa com alguns amigos,
discutíamos qual era a perspectiva que possuíam a respeito do Brasil no ano 2050.
Para alguns – os mais pessimistas - a data parecia tão distante, que já se imaginavam
em alguma outra dimensão.
Para outros, otimistas e com maior apego à...
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O Brasil em 2050 Marcus V. Freitas Recentemente, numa conversa com alguns amigos, discutíamos qual era a perspectiva que possuíam a respeito do Brasil no ano 2050. Para alguns – os mais pessimistas - a data parecia tão distante, que já se imaginavam em alguma outra dimensão. Para outros, otimistas e com maior apego à existência terrena, não havia grandes perspectivas quanto a mudanças no País ou até mesmo seu posicionamento no mundo. Confesso que a conversa me deixou um tanto preocupado, afinal, o Brasil tem evoluído muito nestes últimos anos, apesar das frustrações inerentes a certo comodismo que se abate na sociedade brasileira, o que a leva a não conseguir movimentar-se tão rapidamente quanto deveria. Do meu ponto-de-vista, o futuro do Brasil é brilhante, com o País exercendo um papel muito mais influente no contexto internacional, em razão do tamanho do seu Produto Interno Bruno (PIB), ascendendo à 5ª posição econômica no mundo e do futuro de sua atuação. Como eu vejo o Brasi
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“Política sem Princípios, Comércio sem Moral”
Marcus V.
Freitas1
Há muitos anos, como líder moral e político, o Mahatma Gandhi, com sua sabedoria
inestimável listou aqueles a que chamou de “Sete Pecados Capitais”.
Convém aqui
relembrá-los: “Riqueza sem Trabalho, Prazer Sem Consciência, Conhecimento sem
Caráter,...
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1 “Política sem Princípios, Comércio sem Moral” Marcus V. Freitas1 Há muitos anos, como líder moral e político, o Mahatma Gandhi, com sua sabedoria inestimável listou aqueles a que chamou de “Sete Pecados Capitais”. Convém aqui relembrá-los: “Riqueza sem Trabalho, Prazer Sem Consciência, Conhecimento sem Caráter, Comércio sem Moral, Ciência sem Humanidade, Religião sem Sacrifício e Política sem Princípios. ” Confesso que Gandhi não poderia ter melhor antevisto os dias atuais da política brasileira. Todos estes sete pecados listados se encontram cada vez mais presentes na nossa sociedade e difícil seria abordá-los num só artigo. O escândalo no Senado e a luta pela auto-preservação de alguns líderes políticos, em detrimento da sociedade, é apenas um dos sintomas, afinal, o que se busca é a riqueza sem trabalho e o prazer sem consciência. Este descuido com a função legislativa tem-nos levado a uma sobreposição dos poderes, em que o Legislativo tem perdido não somente espaço, mas prin
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