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historia e meio ambiente

Format : Brochures
Catégorie : Sciences
Langage : Portugais
2 pages
Publiée le 22 Oct. 2008
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O MADEIRENSE E O MEIO NATURAL AlbertoVieira No século XIX o manto florestal da vertente sul da Madeira havia atingido o limite. As encostas estavam totalmente escalvadas. A política de protecção das florestas que se havia incrementado desde o século XV não havia surtido efeito ou não foi capaz de corresponder à cada vez mais incessante procura de baldios para cultivo e de lenhas e madeiras. É certo que a necessidade de lenhas como combustível para o dia à dia caseiro, para a indústria de panificação, forjas e engenhos de açúcar levou paulatinamente à diminuição das reservas florestais. Mas foi sem dúvida o desbaste feito para a agricultura que conduziu inevitavelmente a este rápido avanço do processo destrutivo. Perante esta contingência do processo de aproveitamento económico da ilha, o espaço florestal desaparecia a olhos vistos perante o olhar atónito das autoridades e cientistas de passagem pela ilha. O processo de crescimento populacional era galopante e as riquezas agrícolas da ilha continuavam a ter grande procura no exterior. Se a atenção e preocupação do cientistas estava na descoberta e classificação das novas espécies, o empenho das autoridades estava na preservação do parco manto florestal, tão necessário à sobrevivência humana e ao equilíbrio da sua economia. Deste modo, logo desde o século XV até ao presente, é interminável o conjunto de regulamentos, ordenações e posturas sobre o assunto. A legislação florestal madeirense é prolixa, sendo de destacar o regimento das Madeiras de 1515, o mais antigo que se conhece pois faltam notícias sobre o de 1515, o regimento das matas e arvoredos de 1839, o plano de organização dos Serviços Florestais de 1886 e o Regimento do Serviço de Polícia Rural e Florestal de 1913 Estas regulamentações genéricas tiveram réplica nas posturas Municipais e nas recomendações dos corregedores lavradas nas correições completam o quadro das medidas protectoras do nosso manto florestal. A luta incessante das autoridades madeirenses poderá resumir-se a duas situações: preservação daquilo que existe através de medidas limitativas do abate de árvores e a recuperação desse coberto florestal através de uma política de reflorestação das zonas ermas ou em abate. A salvaguarda da floresta passava não só pelo estabelecimento de medidas rigorosas que controlassem o seu abate, que deveria estar sujeito a licenças camarárias, mas também ao ataque em todas as frentes aos agentes devastadores, onde se incluíam o fogo e o gado solto. As queimadas, tão comuns desde o povoamento, são um dos principais agentes devastadores e por isso foram insistentemente proibidas. O gado é obrigatoriamente acantonado a espaços circundados por um bardo. A floresta não era para os nossos avoengos um espaço de diversão pois que adquiria um papel fundamental na economia da ilha. Vedar-lhe o seu acesso era impossível. Daí as medidas disciplinadoras do seu uso de acordo com um processo económico harmonioso. Foi com um violento incêndio que os povoadores, segundo Cadamosto, "varreram grande parte da dita madeira, fazendo terra de lavoura". As queimadas sucederam-se infinitamente e levaram a coroa a obstar esta situação. Outros violentos incêndios se sucederam. Os que
 

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