O PORCO FUGITIVO
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jonny antonio
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O PORCO FUGITIVO
Era uma vez um porco que vivia feliz, no seu chiqueiro, isto é, na sua pocilga,
porque era muito bem tratado pelos seus donos: o Sr.
Joaquim e a Sra.
Palmira, pais de
cinco filhos.
Quando se aproximava o Natal, mais...
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O PORCO FUGITIVO
Era uma vez um porco que vivia feliz, no seu chiqueiro, isto é, na sua pocilga,
porque era muito bem tratado pelos seus donos: o Sr.
Joaquim e a Sra.
Palmira, pais de
cinco filhos.
Quando se aproximava o Natal, mais propriamente, na véspera do dia 15 de
Dezembro, ouviu os donos, em família, a combinarem para o dia seguinte a sua morte.
Seria uma festança para a família, porque era um porco gordinho e bonito.
Mas não era
como os outros porcos.
Era um porco inteligente, que pensava na sua vida.
Pois ou ouvir
as conversas sobre como seria a sua morte, ficou em estado de choque.
- Como é possível que os donos que gostam tanto de mim, pensem, agora, matar-me
para me comerem? Tenho de fazer qualquer coisa para evitar ser morto.
Chamou, então, pelo Leão, um grande cão de raça Serra de Estrela, que pela sua
corpulência parecia um leão:
- Leão! Leão! Anda aqui!
- Quem me está a chamar?
- Sou eu, o teu amigo, o Ruço, o porquinho.
- Ah! Ah! Que me queres?
- Preciso da tua ajuda!
- Precisas da minha ajuda?! Para quê?
- Sabes: é que os nossos donos querem matar-me, amanhã, logo pela manhãzinha.
E
tenho que fugir e, para isso, preciso que me ajudes… Não és meu amigo?
- Teu amigo, bem sabes que sou.
Mas… Como posso ajudar-te?
- Eu tenho observado que tu és muito inteligente e consegues abrir a porta do
chiqueiro e a porta que dá para a rua…
- E dai?
- Se tu me abrisses essas portas, o resto faria eu, por minha conta e à minha
responsabilidade…
- Se é só isso… Não custa muito.
Está bem.
Deixa que chegue à uma da manhã,
hora a que os nossos donos dormem sono profundo e eu abrir-te-ei as portas que disseste.
- E quando bateu a uma hora no relógio da capela da aldeia, o Leão, como tinha
prometido, foi abrir as portas ao Ruço.
- As portas já estão abertas.
Podes sair! Boa sorte!
- Muito obrigado! Agradeço-te a minha vida.
Um dia, quem sabe, ainda poderei serte útil.
Quando se viu na rua, tomou o caminho que dava para a serra e, quando chegou ao
grande manto verde formado por altíssimos pinheiros e gigantescos carvalhos
desapareceu por entre as árvores…
Obs.
: A aventura continua para o mês que vem.
NOME: João António Freitas Gonçalves Nº: 66 TURMA: 7º3
DATA: Funchal, 14 de Dezembro de 2007
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